Uma câmera no caminho da máquina de limpeza étnico-territorial: "No Other Land" (2024)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34640/ct11uma2026garzon

Palavras-chave:

conflitos assimétricos em tempo real, desterritorialização explicitada, guerra híbrida instrumentalizadora do pânico, papel hodierno do cinema documental

Resumo

Os palestinos desterrados conformam uma lousa de corpos em que se inscrevem punitivamente os novos ordenamentos geopolíticos definidos por Israel e pelas potências do Ocidente. São deslocados para cidades-apêndice cuja única função é servir de estoque de mão-de-obra precarizada para a arcaica e ultramoderna economia israelense, campos de trabalho com movimentação regulada pelas Forças de Defesa de Israel. Daí é um pulo para zonas de extermínio, como ocorre em Gaza, onde cada palestino vira alvo sob o pretexto de formarem “escudo humano para o terrorismo”. No caso de Gaza, a limpeza tem sido promovida na forma de uma “terraplanagem a quente” com bombardeios maciços; enquanto na Cisjordânia o método é a expulsão continuada. É o que No Other Land procura registrar e expor. Traduzido ao árabe é Arḍun 'Ukhra, terra estrangeira, nenhuma terra mais, Sem Chão, como foi traduzido para o português.

Referências

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Publicado

2026-08-12

Como Citar

Novoa Garzon, L. F. (2026). Uma câmera no caminho da máquina de limpeza étnico-territorial: "No Other Land" (2024). Cinema & Território, 2(11), 82–88. https://doi.org/10.34640/ct11uma2026garzon