Regulação emocional e dinâmicas de poder conjugal: uma análise psicanalítica e psicossocial de "Águas Profundas" (2022)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34640/ct11uma2026almeida

Palavras-chave:

regulação emocional, psicanálise, apego, masculinidade hegemônica, poder simbólico

Resumo

O presente artigo analisa as dinâmicas emocionais e os jogos de poder estabelecidos entre Vic Van Allen e Melinda Van Allen no filme Águas Profundas (2022), dirigido por Adrian Lyne. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e interpretativa, fundamentada na análise fílmica e em uma perspectiva interdisciplinar que articula contribuições da psicanálise, da psicologia das emoções, da teoria do apego, dos estudos de gênero e masculinidades e das teorias sociológicas do poder. O objetivo central consiste em compreender como o controle emocional extremo de Vic e a provocação constante de Melinda estruturam uma dinâmica conjugal marcada por repressão, ambivalência e violência simbólica. A análise evidencia que o aparente autocontrole de Vic pode ser interpretado como um mecanismo defensivo associado à supressão emocional, enquanto o comportamento de Melinda revela padrões relacionais marcados pela busca constante de validação afetiva. Conclui-se que a relação conjugal representada no filme não se organiza a partir da ausência de afeto, mas da dificuldade de simbolização e comunicação emocional, configurando um sistema relacional sustentado por tensão acumulada e estratégias sutis de dominação.

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Lyne, A. (Director), & Milchan, A. (Producer). (2022). Águas Profundas (2022) [Filme]. 20th Century Studios.

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Publicado

2026-08-12

Como Citar

Almeida, L. de S. (2026). Regulação emocional e dinâmicas de poder conjugal: uma análise psicanalítica e psicossocial de "Águas Profundas" (2022). Cinema & Território, 2(11), 57–70. https://doi.org/10.34640/ct11uma2026almeida